sábado, 29 de janeiro de 2011

UM ESTUDO DE CASO NO MUNICÍPIO DE BAYEUX - PARAÍBA

O AMBIENTE MANGUEZAL

O Manguezal é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, característico de regiões tropicais e subtropicais, sujeito ao regime das marés. É constituído de espécies vegetais lenhosas típicas (angiospermas), além de micro e macroalgas (criptogamas), adaptadas à flutuação de salinidade e caracterizadas por colonizarem sedimentos predominantemente lodosos, com baixos teores de oxigênio (SCHAEFFER-NOVELLI, 1995). O ecossistema ocupa regiões tipicamente inundadas pela maré tais como: estuários, lagoas costeiras, baías e deltas (ALVES, 2001). No Brasil os manguezais ocorrem em quase todo o seu litoral, tendo importantes ocorrências no Nordeste, principalmente no estado do Maranhão e Bahia.

Os manguezais são ecossistemas altamente produtivos, devido ao acúmulo de substâncias alóctones e a queda e degradação de folhas e outros substratos autóctones (SCHAEFFER–NOVELLI, 1995). Esta alta produção de matéria orgânica é fundamental nos processos de reciclagem de nutrientes, que influencia a rica cadeia alimentar presente nestes ecossistemas.

Por possuir uma grande riqueza de recursos naturais, os manguezais constituem-se há tempos em áreas de grande importância para a população humana. Este ambiente, porém, vem ao longo dos anos sofrendo agressões que contribuem para a sua degradação constante e crescente, quer seja na exploração desenfreada e não planejada de seus recursos, quer seja nos aterros que vem sofrendo ou nos aportes de poluição de esgotos domésticos e industriais que recebe (ROSADO, 2006).

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MANGUEZAL

A Educação Ambiental (EA) constitui-se numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, por meio de um processo pedagógico participativo permanente, que procura incutir no indivíduo uma consciência crítica sobe uma problemática ambiental (GUERRA & ABÍLIO, 2006), compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.

A incorporação da questão ambiental no cotidiano das pessoas pode propiciar uma nova percepção nas relações entre o Ser Humano, Sociedade e Natureza (ABÍLIO, 2008), promover uma reavaliação de valores e atitudes na convivência coletiva e individual, assim como, reforçar a necessidade de ser e agir como cidadão na busca de soluções para problemas ambientais locais e nacionais que prejudiquem a qualidade de vida (DIAS, 2003; SATO, 2001). Nesse sentido, cabe destacar que a EA assume cada vez mais uma função transformadora, onde a coresponsabilização dos indivíduos torna-se um objetivo essencial para promover um novo tipo de desenvolvimento, o desenvolvimento sustentável (JACOBI, 2003).Este trabalho foi desenvolvido no ambiente manguezal, pelo fato do mesmo exercer uma enorme importância na manutenção do ciclo da vida ambiental e da sustentabilidade humana.

"Os manguezais são fontes de elevada produtividades biológica, comparáveis somente as boas terras de cultivos, transformando-se em habitat's potenciaispara a produção de atividades humanas como: aqüicultura,apicultura, eco-turismo e a pesca a artesanal, entre a captura do caranguejo-uçáe de mariscos responsáveis pala colocação de um terço de proteína animal consumida no Brasil." Nordi (1995)

Os mangues são enormes amortecedores que protegem os continentes das ondas e tempestades, aos fatores determinantes para defesa da manutenção do ecossistema manguezal são os benefícios indiretos, como da fundamental retenção de sentimentos continentais trazidos por rios e pelos escorrimentos pluviais, os quais contribuem significativamente para melhoria das águas, como se existisse um filtro natural para diluir as águas poluídas. Estima-se que um hectare de estuário de maré represente o equivalente a uma economia de cento e cinqüenta mil dólares nos custos do tratamento de resíduos, segundo contabilidade ambiental (NORDI, 1995).

Percebendo que a comunidade São Lourenço está localizada as margens do manguezal Bayeuxense, e por não haver uma devida preocupação dos órgãos públicos em relação a um desenvolvimento estrutural urbano-industrial, por isso o ecossistema está submetido ao desequilíbrio ambiental, devido às aglomerações residenciais, industriais, hospitalares e outros, as quais poluem o mangue sem nenhuma preocupação com a degradação e extinção de algumas espécies que ali habitam.

A norma constitucional preceituada no Art.225, § 3º (...) descreve a obrigação imposta às pessoas físicas ou jurídicas de direito público e privado quando, ao praticarem condutas ou atividades que causam lesões ao meio ambiente e especificamente ao manguezal, estarão passíveis de sofrer sanções administrativas, civis e penais (CABRAL, 2003).

E neste contexto surge à preocupação de desenvolver um trabalho pedagógico junto à comunidade São Lourenço, com isso levar o conhecimento científico para que possam refletir sobre a degradação e poluição do ambiente em que estão inseridos.

"O ecossistema manguezal está submetido a fortes estresses antrópicos, em nível crescente, causados pelo rápido e intenso processo de degradação proveniente da ocupação urbano industrial" (CABRAL, 2003, p. 37).

O uso do ecossistema manguezal deve ter como objeto principal a sua preservação, com gestão de usos múltiplos que significa o aproveitamento de recursos disponíveis oferecidos pela natureza, descobertos e utilizados pelo homem, mas não de forma irresponsável, convertendo-se em outros usos sem a devida ciência das aplicações daquele recurso e adequabilidades.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mediunidade

A mediunidade é o nome atribuído a uma capacidade humana que permite uma comunicação entre homens e Espíritos. Ela se manifestaria [1] independente de religiões, de forma mais ou menos intensa em todos os indivíduos. Porém, usualmente apenas aqueles que apresentam num grau mais perceptível são chamados médiuns[2].
Assim, um espírito que deseja comunicar-se entra em contato com a mente do médium e, por esse meio, se comunica oralmente (psicofonia), pela escrita (psicografia), ou ainda se faz visível ao médium (vidência). Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, descreve também fenômenos de ordem física, como batidas (tiptologia), escrita direta (pneumatografia), voz direta (pneumatofonia), e ainda materializações ectoplasmáticas em que o espírito desencarnado se faz visível e até palpável aos presentes no ambiente onde ocorra o fenômeno. Outras formas de comunicação com os espíritos podem ser encontradas em O Livro dos Médiuns.
Enquanto no meio espírita utiliza-se a palavra médium para designar o indivíduo que serve de instrumento de comunicação entre os homens e espíritos, outras doutrinas e correntes filosóficas utilizam termos como clarividente, intuitivo, sensitivo. No entanto, o significado desses termos pode ser considerado por alguns com o mesmo significado, porém cada um pode ser distinguido como uma faculdade sensitiva diferente. Médium seria aquele que serve de elo entre o mundo em que vivem os espíritos (plano espiritual, quarta vertical, quarta dimensão, mundo astral...) e o mundo terreno, assim este se abre para que o espírito se utilize dele. Clarividente é aquele que tem capacidade de enxergar o plano espiritual através da "terceira visão". Intuitivo é aquele que tem capacidade de sentir a cadeia dos acontecimentos e assim prevê-los, bem como o sensitivo que também se adequaria a esta faculdade.
Na segunda metade do século XIX diversos médiuns foram levados a realizar testes que tornaram supostametne plausíveis a existência de espíritos, por exemplo as médiuns Leonora Piper e Gladys Osborne Leonard. Os resultados obtidos na época, com cada uma dessas médiuns, foram bastante convincentes. Piper foi tão famosa que chegou a ser citada na Enciclopédia Britânica de 1911 em dois verbetes[4] [5], e ainda admitida no discurso de William James publicado pela revista Science como possuidora de poderes paranormais[6] .
O neurocientista Núbor Orlando Facure diz que a mediunidade é um fenômeno fisiológico, universal comum a todas as pessoas, e que pode se manifestar de diferentes maneiras. Nos estudos que realiza, busca compreender a relação entre os núcleos de base dos automatismos psico-motores e aqueles que geram o fenômeno da mediunidade. Em entrevista dada à revista Universo Espírita (N°35, Ano 3), Facure aponta que os neurônios em espelho podem ser os responsáveis pela sintonia que permite sentirmos no lugar do outro. No entanto, Facure também diz que isso são apenas conjecturas e que atualmente não existe comprovação científica de que o fenômeno se dê dessa forma[7].
Em pesquisa realizada por Frederico Leão e Francisco Lotufo, Médicos-psiquiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, constatou-se uma melhora dos aspectos clínicos e comportamentais de "650 pacientes portadores de deficiências mental e múltiplas" ao submetê-los a um tratamento espiritual realizado através de reuniões mediúnicas. Como resultado do estudo, os autores sugerem a "aplicação do modelo de prática das comunicações mediúnicas como terapias complementares"[8].
Outra importante pesquisa foi realizada pelo médico psiquiatra Alexander Moreira de Almeida, que no dia 22 de fevereiro de 2005 defendeu a tese Fenomenologia das Experiências Mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espíritas, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, da Faculdade de Medicina da USP. A tese pretendeu traçar um perfil de saúde mental de 115 médiuns espíritas (escolhidos aleatoriamente), na qual foram testados e entrevistados com apurados instrumentos da Psiquiatria. Na conclusão do trabalho, Almeida diz que "os médiuns estudados evidenciaram alto nível socioeducacional, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social. A mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de identidade dissociativa. A maioria teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância, e estas, atualmente, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias, que não necessariamente implicam num diagnóstico de esquizofrenia". Desta forma, constatou-se que os médiuns estudados apresentaram boa saúde mental, apesar dos sintomas de visões ou interferências de pensamentos alheios, que não são sintomas de loucura, mas outro tipo de vivência, chamada pelos espíritas de Mediunidade

Além da Vida

 Um filme maravilhoso  conta três histórias diferentes, mas interconectadas. A primeira é de um médium que não consegue se conectar emocionalmente com sua namorada. A segunda é de uma apresentadora de TV que teve uma experiência de quase-morte durante um tsunami. A terceira conta a história de dois gêmeos separados por um acidente.
“Além da Vida”, traz a assinatura (direção) de Clint Eastwood que, do alto dos seus 80 anos, vem fazendo um cinema primoroso, cheio de sentimentos e com impressionante qualidade artística.
A mais recente parceria entre o diretor Clint Eastwood e o ator Matt Damon, "Além da Vida", pode comprovar que para Eastwood, aquela história do vinho (quanto mais velho, melhor) bate. A proposta aqui do DC Ilustrado é para que o leitor assista e depois crie sua própria opinião.

Clint Eastwood, que começou nos anos 60 fazendo os chamados western spaghetti, parece decidido a seguir surpreendendo o mundo com seus temas impactantes e neste filme, protagonizado por Matt Damon, com quem já trabalhou no premiadíssimo "Invictus", o diretor mostra uma visão intimista e espiritual da comunicação com os mortos.

O diretor, em entrevista coletiva sobre “Além da Vida”, mostrou-se curioso em relação ao tema: “É algo que está presente em todas as religiões". Declarou-se também encantado com o roteiro escrito por Peter Morgan, o mesmo autor de “A Rainha”. O filme começa com imagens de um tsunami nas praias da Indonésia e traz a confluência de três histórias paralelas que têm como cenário San Francisco, Paris e Londres, com Damon como protagonista na pele de um médiunidade.