sexta-feira, 7 de maio de 2010

Projeto Saúde e Prevenção - Tema: gravidez na adolescência

Justificativa 
Na quarta - feira dia 05 de maio ficou dividido dentro da escola Joaquim de Brito em uma reunião os temas que seriam abordados, acabei ficando com Gravidez na Adolescência, na verdade gostei muito vou trabalhar com o 9º ano é uma turma que esta motivada.
Aos poucos vou melhorando, na verdade vou deixar aqui pequenas idéias e espero conselhos dos amigosss.

Hoje em dia, meninos e meninas estão entrando na adolescência cada vez mais cedo, logo há também a necessidade de abordar esse assunto também mais cedo e de forma aberta, pois, além disso, o número de adolescentes grávidas tem crescido muito. Porém, a gravidez nessa etapa da vida pode interromper o desenvolvimento propício dessa idade e fazer o/a adolescente assumir responsabilidades da fase adulta.  
Viver a adolescência concomitante com uma gestação e, posteriormente, com um bebê não é fácil nem para a menina nem para o menino. Daí a importância de se discutir essa questão com adolescentes até para que eles possam ser capazes de se prevenir e também alertar os seus amigos. 
OBJETIVOS 
- Transmitir conhecimento a respeitos das causas e consequências da gravidez na adolescência e dos métodos preventivos tanto contra a gravidez quanto contra as DSTs;

- conscientizar os adolescentes da importância de se evitar a gravidez na adolescência;

- preparar os adolescentes para repassarem seus conhecimentos;
PLANO DE ATIVIDADES

1 – Aula expositiva na disciplina de Ciências conscientizando sobre métodos de prevenção contra gravidez e DSTs.

2 – Criação pelos alunos de um pintinho ou algum animal de estimação, durante uma quinzena, para observação das dificuldades encontradas e correlação com a criação de um filho.

3- Após o fim desta quinzena  relato e debate na aula da experiência de criar o pintinho.

4 – Debate na disciplina de produção de texto a respeito das causas e consequências da gravidez na adolescência. Em seguida produção de um texto dissertativo dentro da estrutura causa/consequência sobre gravidez na adolescência;

5– Atualizar e construir informações  no  blog por um aluno da turma:

5 – Postagem de alguns textos escritos pelos alunos na etapa 4.

6 – Comentários feitos pelos alunos das duas turmas a respeitos dos textos dos colegas postados no blog, a fim de desenvolver a argumentação.

7 – Relato no blog sobre a experiência de ter criado o pintinho (troca de experiência entre os alunos).
8 – Pesquisa e montagem de gráficos sobre a gravidez na adolescência. Em grupos, os alunos deverão ir para ruas entrevistar adolescentes entre 12 e 17 baseados nas seguintes perguntas:
1) Você já teve relação sexual? Se sim, com qual idade?
2) Você utiliza métodos preventivos a DSTs e a gravidez? Se sim, quais?
3) Com quem ou onde você busca informações sobre sexo?
4) Você conversa com os seus pais sobre sexo?
5) Você ou seu parceiro (a) usam camisinha?
6) Que idade você julga ideal para se perder a virgindade?

Em seguida, cada grupo montará um gráfico sobre sua pesquisa e o levará para a aula de produção de texto. Em seguida, baseado nesses gráficos, eles produzirão um texto. Tanto os gráficos quanto os textos serão postados no blog e deverão ser comentados pelos alunos e outros colegas.

8 – Leitura do livro Depois daquela Viagem de Valéria Piassa Polizzi. A leitura desse livro é um meio de trabalhar a temática das doenças sexualmente transmissíveis. Após a leitura, os alunos deverão relatar no blog o que aprenderam com esse livro e, além disso, serão avaliados por meio de um trabalho específico na disciplina de ciências e produção de texto.
A versão on-line do livro será disponibilizada no portal da escola para facilitar o acesso à leitura.

O livro é uma autobiografia da autora, que aos 16 anos contraiu o vírus. Lançou-o em 1999, quando estava com 23 anos, após a insistência dos amigos que pediam para que ela contasse sua história, seus sofrimentos, mas também suas vitórias.
Em forma de diário, em tom coloquial próprio dos jovens, Valéria relata com bom humor e descontração as suas vivências com os amigos, os namoros, o despertar da sexualidade, a angústia diante dos exames e muitas outras coisas que atormentam qualquer adolescente.
O livro é o testemunho vivaz de uma adolescente com sólida formação educacional e familiar que por um desses descuidos cuja razão jamais se alcançará completamente, mantém uma relação sexual sem a utilização do preservativo.
Na obra, ela mostra como, de repente, por causa de quatro letrinhas, sua vida passou por uma reavaliação radical. Ela expõe, sem meias palavras, como a doença mexeu com sua cabeça e com seus sentimentos.
Depois daquela viagem é um livro triste e alegre, tocante e verdadeiro, um testemunho da coragem e da determinação de levar adiante a vida, apesar da AIDS.

9 – Montagem de um mural para divulgação do blog. Dessa forma, outros adolescentes terão acesso às informações sobre a temática abordada neste projeto.

10 – Conversa com uma adolescente grávida. Os aluno deverão, anteriormente, com a orientação das professoras, formular perguntas sobre gravidez na adolescência (dificuldades, reação da família, o motivo de não ter se prevenido, expectativas e etc) e no encontro fazer essas perguntas para a jovem. Essa reunião deverá ser bem descontraída, como um bate-papo. Posteriormente, os alunos deverão relatar no blog o que aprenderam com essa etapa do projeto.

11 – Criação de um vídeo sobre o cotidiano de adolescentes que são mães e pais. Esse trabalho deverá ser feito em grupo e, posteriormente, esses vídeos deverão ser postados no blog.

12 – Montagem de um stand na Feira Pedagógica da escola. Todos os trabalhos realizados durante o ano deverão ser aproveitados nesse evento.


Desencarne Sérgio Biagi Gregório


SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Aspectos Históricos da Morte. 4. A Morte: Cultura e Religião: 4.1. Cultura Americana Versus Cultura Micronésia; 4.2. A Influência da Religião nas Atitudes dos Indivíduos. 5. A Vida após Morte: 5.1. O Existencialismo Sartreano; 5.2. O Temor da Morte; 5.3. As Concepções de Mundo e a Vida após a Morte; 5.4 Algumas Sensações Descritas pelos Espíritos Desencarnados. 6. Preparação para a Morte: 6.1. Vida bem Aplicada; 6.2. Treino para a Morte; 6.3. Perseverar até o Fim. 7. Conclusões. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é refletir sobre a morte, um dos problemas mais difíceis de ser enfrentado, pois foi sempre vista como mistério, superstição e fascinação. Anotaremos alguns dados históricos, seus aspectos culturais e religiosos e a contribuição que o Espiritismo pode oferecer para uma melhor compreensão do tema.

2. CONCEITO

Do lat. mortem - é a cessação da vida e manifesta-se pela extinção das atividades vitais: crescimento, assimilação e reprodução no domínio vegetativo; apetites sensoriais no domínio sensitivo.
No âmbito da Doutrina Espírita, é o desprendimento total do Espírito do corpo físico em conseqüência da ruptura do laço fluídico, que prende ou liga um ao outro, quando então há o falecimento.

3. ASPECTOS HISTÓRICOS DA MORTE

Na Antigüidade prevalecia o sentimento natural e duradouro de familiaridade com a morte. Sócrates, por exemplo, ensinava-nos que a filosofia nada mais era do que uma preparação para a morte. Nas sociedades tribais, o problema da morte não existia porque o indivíduo tinha um peso muito diminuto com relação à coletividade. Deixando de viver, a pessoa imediatamente fazia parte da "sociedade dos mortos", inclusive, com a possibilidade de se comunicar com os vivos.
Durante a Idade Média, marcada pela forte influência da religião, a população era educada no sentido de aceitar a morte como um destino inexorável dos deuses. Dentro desse contexto, cada qual esperava passivamente a sua passagem deste para o outro mundo. Além disso, esse período caracterizava-se também pelo sentimento de respeito ao morto, inclusive com as cerimônias religiosas, a observância do tempo de luto, as visitas ao cemitério etc. Como as pessoas morriam em casa, as crianças podiam passar e brincar junto ao féretro, que geralmente ocupava o lugar mais destacado da casa.
Na Idade Moderna, depois de Revolução Industrial, e com o desenvolvimento do consumismo, vemos que a morte começa a ser interdita, ou seja, proibida. Como não temos mais tempo de cuidar dos velhos e dos doentes, deixamos essa incumbência para os hospitais, que estão preparados para salvar vidas e não cultuar a morte. Em certo sentido, a morte é um fracasso da medicina. Depois de morto, o defunto é encaminhado ao necrotério, onde se faz o velório. Tudo isso longe das crianças. Para elas diz-se que teve um sono duradouro e está descansando nos jardins do Éden. A sofisticação chega ao ponto de se criar o "Funeral Home", casa de embelezamento de cadáveres. (Aries, 1977)

4. A MORTE: CULTURA E RELIGIÃO

4.1. CULTURA AMERICANA VERSUS A CULTURA MICRONÉSIA

O Dr. Frank Mahoney, professor de Antropologia da Universidade do Havaí, mostrou a diferença entre a cultura americana e a da sociedade Micronésia, a dos Trukeses. Os americanos negam a morte e o envelhecimento; os habitantes das ilhas Truk (Pacífico) ratificam-na. Relutamos em revelar nossa idade; gastamos fortunas para esconder nossas rugas; preferimos enviar nossos velhos aos asilos. Para os Trukeses, a vida termina aos 40 anos de idade: aí começa a morte. (Kübler-Ross, s.d.p.)

4.2. A INFLUÊNCIA DA RELIGIÃO NAS ATITUDES DOS INDIVÍDUOS

As religiões têm exercido poderosa influência nas atitudes dos indivíduos com relação ao passamento para a outra dimensão de vida.
Para os judeus, a lei permite ao moribundo que vai morrer por sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes, e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.
Para o hinduismo, na morte a alma ou essência espiritual (atman) do indivíduo é eterna. Como tal, não é atingida pelas várias alterações no estado de existência porque passa o fenomenal eu ou ego (jiva) em cada período de vida.
Para o Budismo, a vida depois da morte é um problema sobre o qual nada pode ser dito. Não nega nem afirma a vida após a morte. Deixa essa questão em aberto.
Para o Catolicismo, a vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, ele se dirige para cada um desses lugares circunscritos nos espaço. . (Kübler-Ross, s. d. p.)
Para o Espiritismo, a vida depois da morte reveste-se de substancial significado, pois iremos tanto para lugares iluminados como para trevosos, dependendo do estado de nossa consciência.

5. A VIDA APÓS A MORTE
5.1. O EXISTENCIALISMO SARTREANO

De acordo com Sartre, filósofo francês, na sua teoria sobre o Existencialismo, o indivíduo tem uma única existência, que corresponde aos seus 5... 10... 20... ou mais anos de idade. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte. Acha que cada um nasce como uma tabula rasa e vai impregnando o seu o seu ser com as experiências provenientes das escolhas efetuadas. Como conseqüência, a angústia passa a ser a sua ferramenta de análise.

5.2. O TEMOR DA MORTE

Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno, trata exaustivamente do problema da morte. Diz-nos que o temor da morte decorre da noção insuficiente da vida futura, embora denote também a necessidade de viver e o receio da destruição total. Segundo o seu ponto de vista, o espírita não teme a morte, porque a vida deixa de ser uma hipótese para ser realidade. Ou seja, continuamos individualizados e sujeitos ao progresso, mesmo na ausência da vestimenta física.

5.3. AS CONCEPÇÕES DE MUNDO E A VIDA APÓS A MORTE

Os pensadores da humanidade desenvolveram, ao longo do tempo, três concepções de mundo: Materialista, Idealista e Religiosa. De acordo com essas concepções, construíram as diversas doutrinas. As mais importantes para o propósito de nossos estudos dizem respeito ao Niilismo, ao Panteísmo, ao Dogmatismo Religioso e ao Espiritismo.
Para o Niilismo, a matéria sendo a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo. Para o Panteísmo, o Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal; individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, por efeito da morte, à massa comum. Para o Dogmatismo Religioso, a alma, independente da matéria, é criada por ocasião do nascimento do ser; sobrevive e conserva a individualidade após a morte. A sua sorte já está determinada: os que morreram em "pecado" irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso. Para o Espiritismo, o Espírito, independente da matéria, foi criado simples e ignorante. Todos partiram do mesmo ponto, sujeitos à lei do progresso. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente e fazem parte da legião dos "anjos", dos "arcanjos" e dos "querubins". Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria, através das inúmeras encarnações. (Kardec, 1975 p. 193 a 200)

5.4 ALGUMAS SENSAÇÕES DESCRITAS PELOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS

1) Todos afirmam se terem encontrado novamente com a forma humana, nessa existência.
2) Terem ignorado, durante algum tempo, que estavam mortos.
3) Haverem passado, no curso da crise pré-agônica, ou pouco depois, pela prova da reminiscência sintética de todos os acontecimentos da existência que se lhes acabava.
4) Acolhidos pelos familiares e amigos.
5) Haverem passado "sono reparador".
6) Meio espiritual radioso e maravilhoso ou tenebroso.
7) Terem passado por um túnel. (Bozzano, 1930)

6. PREPARAÇÃO PARA A MORTE
6.1. VIDA BEM APLICADA

O excesso de preparação para a morte é um erro. A única preparação verdadeiramente útil para uma boa morte é uma vida bem aplicada. Assim, o perdão aos inimigos, o sentimento de dever cumprido e a clareza de consciência têm um peso bem maior do que toda a preparação formal. Observe a morte de Sócrates: obrigado a beber cicuta, partiu com a consciência tranqüila, enquanto os seus juízes deveriam sofrer as conseqüências daquela injustiça.

6.2. TREINO PARA A MORTE

O Espírito Irmão X, no capítulo 4 do livro Cartas e Crônicas, lembra-nos de alguns detalhes sumamente valiosos para enfrentarmos a morte com tranqüilidade. Diz-nos ele:
Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer carne dos animais;
Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão. Não se renda à tentação dos narcóticos;
Deixe os testamentos em dia;
Não se apegue demasiado aos laços consangüíneos.
Convença-se de que se você não experimenta simpatia por determinadas pessoas, há muita gente que suporta você com muito esforço. (Xavier, 1974)

6.3. PERSEVERAR ATÉ O FIM

Para contratarmos casamento, obtermos um cargo e aspirarmos a uma posição social vantajosa recorremos aos conselhos, precauções e dietas. E para alcançar o Reino de Deus, o que fazemos? Que procedimento seguimos? Pouco ou quase nada.
Persuadamo-nos, pois, que a felicidade eterna é para nós o negócio mais importante, o negócio único, o negócio irreparável se não o pudermos realizar.
Francisco Hazzera, assim se expressou: "Tu, meu filho, terás carreira brilhante: serás bom advogado, depois prelado, a seguir cardeal, quem sabe? Talvez papa... mas e depois? E depois?" É sobre "o depois" que devemos posicionar o nosso pensamento. Quais são as conseqüências de nossas escolhas? Elas servem para a nossa evolução ou para a nossa ruína?

7. CONCLUSÕES

Enfrentemos a morte com a mesma determinação com a qual enfrentamos a vida. Se, todas as noites, pudermos "morrer" tranqüilos, o passamento definitivo não nos acarretará problema algum, pois o desprendimento fará parte de nossa natureza.